Estive a ler um artigo e achei interessante a evolução nos comportamentos sexuais na nossa cultura/sociedade.
E para os mais recatados, não vou falar de sexo explicitamente. Não vou falar de posições, nem de tamanhos… Vou falar da evolução dos comportamentos sexuais.
Reflictam comigo:
Inicialmente os contactos sexuais eram apenas depois do casamento. Não havia qualquer contacto entre o casal antes do enlace matrimonial. E o acto em si, tinha como objectivo a procriação… o prazer (principalmente feminino) era secundário.
Entretanto evoluímos…
Apartir do momento que ficam noivos (data marcada), já se entendia que podiam eventualmente existir relações sexuais entre o casal.
E evoluímos…
Aparece o conceito “namorar”. Espera-se que aquele seja o único, mas a fase de “reconhecimento” do casal já inclui “reconhecimento” sexual.
Entretanto aparecem os “amigos coloridos”, em que apenas são necessários dois requisitos: amizade e química. Neste caso, pode eventualmente existir alguma exclusividade, mas não existe qualquer compromisso.
Por fim os “one night stands”… um dia estás com um, no dia a seguir com outro… A preocupação já não é procriar, mas ter prazer.
No entanto já se começa, em alguns casos a notar alguma preocupação, alguma selectividade. Cada vez mais as pessoas estão preocupadas com sexo seguro, doenças sexualmente transmissíveis… o que faz com que se queira prazer, mas associado a estabilidade.
Qualquer dia, temos de andar com pulseiras com cores, e boletim de “histórico” sexual” (misto de boletim de vacinas, com lista de parceiros), para identificar o nosso grau da escala sexual. Para podermos saber se a pessoa é ou não “segura”.
Quando antes se fazia “o amor”, porque existia exactamente “AMOR”. Passamos pelo “sexo casual”… em que a base é quase: “qualquer “um” parceiro serve” e pela fase do “intercâmbio sexual” com amigos, onde pelo menos há algum carinho e confiança.
Eu continuo a achar que o melhor é realmente fazer “o amor”, como diriam os meus amigos e maninhos Foki e Pilar, (Beijinhos e façam muito “o amor”).
P.S. E aproveito para com isso complementar o post: Sexo sem tabus, da minha maninha Marilia.








Heheh… espertalhona, post a servir de coment
…amei a parte que dizes “Qualquer dia, temos de andar com pulseiras com cores, e boletim de “histórico” sexual” “lolol… infelizmente parece uma realidade que se aproxima, entretanto se acreditarmos em nos e não no que se passa na realidade talvez tenhamos sorte e essa realidade se altere, enfim… tenho as minhas dúvidas…
Todos os dias a Sociedade evolui e muitas vezes nao sabemos para onde, pois estamos tao desligados de tudo que quando reparamos ja estamos num lugar e numa situaçao tao avançada, que nao sabemos como fomos lá parar. Cada dia existem mais riscos e temos de ter consciencia do que fazemos, mas é como tu dizes o sexo já está por fazer e nao pelo amor e pelo amor mutuo estamos a viver uma fase de satisfazer, é cada um por si, mesmo que para isso tenhamos de fazer sexo com uma pessoa que conhecemos naquele dia ou noite …..
jinhos grandes
o teu blog continua a ser super interesante qualquer que seja o tema
Firefigther, o primeiro passo está dado, alguns de nós estão conscientes de que há uma falha no sistema. E podemos fazer a diferença.
Vamos deixar de satisfazer o corpo e passar a satisfazer a alma, a mente.
E Nikita, para que esta realidade se altere é necessário deixar de ter muitas duvidas e passar a ter algumas certezas… julgo eu.
Satisfazer a mente?! E o Coração?
O progresso tem sempre o seu lado mau e o seu lado bom. Se por um lado conseguimos alcançar o que se procurava: maior liberdade, por outro lado isso traz consequencias negativas: a banalização do sexo.
No entanto, e como referiste, já há quem tenha a consciencia de que o sexo vale como sendo ‘o amor’. Sejemos nos, os que pensam assim, a fazer a diferença que faz a diferença.
Para mim a mente e o coração são conceitos que estão intimamente ligados.
Existe a satisfação do corpo, como acto fisico, e da mente num plano superior e não palpavel.
Infelizmente o que acontece actualmente é teres muitas dificuldades em conseguir interligar as duas áreas e deixar evoluir, porque a maior parte das pessoas só se procupa com a satisfação fisica.
Mas acredito em excepções
Que seria desse post sem o meu coment… né mana??
Descobri que o conceito de ” Amigo colorido” já vem de há muitos anos, e sabem porque???? Porque os amigos SÃO PARA AS NECESSIDADES, sejam elas quais forem!!! Não ficava bem era utilizar a expressão ” Amigo para as Necessidades”, daí que nasceu um conceito/nome mais bonitinho que vem a ser ” Amigo Colorido”, e para quem esteja a ler isso, passo a explicar que amigo colorido não é um amigo que está pintado de muitas cores, mas sim um ” amiguinho para “aliviar” algumas necessidades”!!!
… o ” mid night stand” – ( como diria Zézé Camarinha ( esse homem é a minha inspiração)) não passa realmente da seguinte situação:
- Encontramos um Espécime masculino ( minimamente engraçadito e limpinho, porque meus amigos, com a higiene não se brinca), umas trocas de olhares, umas conversas e … PIMBA… acontece… e se eles não ligarem mais… até nos fazem um grande favor ( em algumas situações é uma grande verdade acreditem )!!!!
Depois temos a quantidade… Ora bem, em tempos li um livro que recomendo vivamente a toda a gente que se chama ” Gosto de Homens” e dizia lá que a quantidade de paceiros que se deveria ter, devia corresponder à nossa idade!!!! Isso é lindo, mas o que acontece quando se ultrapassa a nossa idade??? Ora aí está uma coisa que eu queria saber!!!!!
Para finalizar, continuem a fazer ” o amor” ( esta expressão é linda) porque mais cedo ou mais tarde, ui….
Olá Raquel,
Uma vez que todos os posts te são favoráveis, vou fazer o papel de advogado do diabo e “malhar” no que escreveste:
“… Inicialmente os contactos sexuais eram apenas depois do casamento. …”
- Inicialmente, onde e quando?
http://homempasmado.blogspot.com/2006/08/00102-outras-geografias-outros-hbitos.html#comments
–
“…Não havia qualquer contacto entre o casal antes do enlace matrimonial. …”
- Ahahahahah! É boa essa!
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“…A partir do momento que ficam noivos (data marcada), já se entendia que podiam eventualmente existir relações sexuais entre o casal. …”
- Não, se fosse uma rapariga “séria”!
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“…Aparece o conceito “namorar”. …”
- O conceito de namorar existe em situações em que os casamentos não são pré-arranjados! Não é invenção recente!
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“…“amigos coloridos”, … Neste caso, pode eventualmente existir alguma exclusividade, mas não existe qualquer compromisso. …”
- Ei! Se existe exclusividade, tem de existir algum compromisso!
–
“…Por fim os “one night stands”… um dia estás com um, no dia a seguir com outro…”
- Nunca deves ter ouvido falar do Império Romano e dos seus banhos públicos e mistos!
–
“… No entanto já se começa, em alguns casos a notar alguma preocupação, alguma selectividade. …”
- Será um regresso ao “passado”?
–
“…Quando antes se fazia “o amor”, porque existia exactamente “AMOR”. …”
- Antes de quê e onde?
No tempo em que os noivos eram escolhidos pelos pais e por vezes apenas se encontravam pessoalmente no altar?
Ou no tempo em que a esposa não podia exprimir prazer com o sexo porque era um comportamento reservado às prostitutas!
Ou no tempo em que havia o “buraquinho” no lençol?
Ou no tempo em que o orgasmo feminino era um conceito alienígena?
Ou no tempo em que “entre marido e mulher, não metas tu a colher” era (e é) sinónimo de carta branca para pôr a dita cuja na ordem?
–
“…Passamos pelo “sexo casual”… em que a base é quase: “qualquer “um” parceiro serve” e pela fase do “intercâmbio sexual” com amigos, onde pelo menos há algum carinho e confiança. …”
- Nada de novo aqui, rapariga!
–
Sabes, fizeste-me lembrar, com o teu post, um comentário do meu pai:
Os miúdos de agora julgam que inventaram alguma coisa nova!
A diferença é que agora faz-se mais às claras!
Tchau.
– Os contactos sexuais eram só depois do casamento – Falo dos meus pais, dos meus avós. Lógico que para a regra à sempre excepções, mas a grande maioria naquele tempo funciona assim: Só depois de casar (ou então ficavam na boca do povo lol ).
- Depois de noivos já podia haver algum contacto sexual – Concordo contigo, “Não, se fosse uma rapariga “séria”!”, mas acho que era uma questão de mentalidade. O compromisso estava assumido, logo algumas coisas já podiam ser permitidas.
Um pequeno parêntises aqui – Acho que as situações acima eram mesmo mentalidade das próprias pessoas envolvidas, para a geração da minha avó, com toda a sua moral e bons costumes, seria inadmissivel que o meu avó lhe tocasse antes do padre os declarar “marido e mulher” e quase que tinha de ter hora e local marcado… e claro a luz apagada (agora talvez tenha exagerado
). Em relação à geração dos meus pais, talvez tenha-se alterado um pouco, mas apesar de permitirem uns beijos, sexo só mesmo depois da troca de alianças, e o resto mantêm-se mais ou menos da mesma forma.
E não nos esqueçamos que a mulher dita “séria” nestes tempos não deveria se preocupar com o seu prazer sexual. Servia para dona de casa e mãe de filhos do seu muito amado marido.
- Concordo, “namoravam” ou “noivavam” são conceitos que já existiam. Diferencio porque hoje em dia namorar inclui tudo a nivel sexual
, há uns bons anos atras incluia a “excelente companhia” numa amena conversa com a futura sogra, a futura cunhada… lol.
- Amigos exclusivos com alguma exclusividade – lol apanhaste-me! Sim se existe exclusividade, logo existe “este” compromisso, no entanto não implica determinadas obrigações que um namoro tem: lembrar datas especiais, telefonar todos os dias, apresentar relatórios diversos de onde esteve, com quem e a que horas…
- “one night stands” – Tenho que confessar que detesto este conceito!
- preocupação e selectividade – Não é um regresso ao passado, é uma preocupação necessária.
- Quando antes se fazia “o amor” – quando ainda se dava importância a determinados conceitos. Quando relacionamento, casamento, namoro… significavam compromisso para com uma determinada pessoa. Não falo de relações em que eram as familias a escolher, falo de livre escolha! Em que as pessoas se aproximavam, porque realmente gostavam uma da outra. E fazer amor, inclui sentimento. Não era apenas o satisfazer de necessidades.
Concordo com os teus “ou no tempo…”, infelizmente os nossos antepassados passaram por isso, mas nós não temos de fazer o mesmo.
HP, concordo totalmente com o teu pai, neste momento a luz está acesa, é a diferença. Para além de que as pessoas não tem quaqluer problema em assumir o que querem e as mulheres têm um papel muito mais activo.
De qualquer forma julgo que ao longo do tempo foram-se observando mudanças nos relacionamentos, nas atitudes e nas mentalidades. E, na minha opinião muito pessoal, passou-se de proíbido a quase premiscuo. Muda-se de parceiro como se muda de camisa, e os sentimentos onde estão?
Bem… que quantidade de tinta que por aqui já escorre:)
Vou só pegar neste pedacinho: “determinadas obrigações que um namoro tem: lembrar datas especiais, telefonar todos os dias, apresentar relatórios diversos de onde esteve, com quem e a que horas…” (o destaque é da minha responsabilidade:)
Onde é que isto está escrito? E porque é que toda a gente pensa que deve ser assim?
A meu ver, é encarando estas coisas como obrigações que surgem os problemas… telefonar, lembrarmo-nos de datas ou contar o que se fez durante o dia devem ser coisas naturais… não obrigações. Quando não acontecem… não acontecem. Às vezes querem dizer que algo está mal, outras vezes nem por isso.
“… Falo dos meus pais, dos meus avós. …”
- Poderias ter recuado ainda mais. Além disso, em várias épocas, variava conforme o extracto social.
“… Só depois de casar (ou então ficavam na boca do povo lol ). …”
- Ou então era mais comum, mas bem às escondidas!
eheheheheh!
Mas tens razão para o período e o local a que te referes.
–
“…implica determinadas obrigações que um namoro tem: lembrar datas especiais, telefonar todos os dias, apresentar relatórios diversos de onde esteve, com quem e a que horas…”
- Aqui concordo com os comentários do Picador!
–
“… “one night stands” – Tenho que confessar que detesto este conceito! …”
- Não sei porquê! Aceitar o conceito com naturalidade significa, penso eu, encarar a sexualidade de forma descomplexada!
–
“…preocupação e selectividade – Não é um regresso ao passado, é uma preocupação necessária.
(…) Quando antes se fazia “o amor” …”
- Parece-me que tens uma perspectiva muito restrita da situação. Tentas impor fronteiras aos períodos, às vivências, encontrar estratos temporais, antes era assim, agora é assado.
Dessa forma que falas, antes e agora, nunca existiu. Pessoas que encaravam a sexualidade com liberalidade, mesmo numa sociedade repressora, existiam. Pessoas que apenas tem sexo por amor, que casam com o primeiro parceiro sexual, também existem agora, na nossa sociedade mais permissiva!
–
“…quando ainda se dava importância a determinados conceitos. …”
- Parece-me que estás a dar valor à forma em detrimento do conteúdo!
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“…Em que as pessoas se aproximavam, porque realmente gostavam uma da outra. E fazer amor, inclui sentimento. Não era apenas o satisfazer de necessidades. …”
- Amor, sexo e satisfação de necessidade, não são conceitos mutuamente exclusivos e essa é uma falsidade que é apresentada constantemente por pessoas que defendem o binómio sexo/amor.
As pessoas que praticam sexo para satisfazer essa necessidade, também o praticam por amor.
Quando falas de livre escolha e defendes esse valor, não podes estar a falar de pessoas que apenas têm sexo por amor.
A livre escolha existe apenas para aquelas pessoas que podem decidir ter sexo pelo sexo ou sexo por amor. As pessoas que apenas têm sexo por amor, não têm liberdade de escolha!
O sexo tem valor por si. Se for com amor, será ainda mais gratificante, mas, como muitas pessoas descobriram, o amor não torna o mau sexo bom!
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“…infelizmente os nossos antepassados passaram por isso, mas nós não temos de fazer o mesmo. …”
- Felizmente!
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“… E, na minha opinião muito pessoal, passou-se de proibido a quase promíscuo. Muda-se de parceiro como se muda de camisa, e os sentimentos onde estão? …”
- Continuas a sobregeneralizar! Deves conhecer muitas pessoas que não mudam de parceiro como mudam de camisa!
E depois, que idade têm essas pessoas que mudam a camisa? Isso é importante! Qual o seu percurso de vida sexual? Qual a sua maturidade? Também são aspectos importantes…
Por outro lado, pode-se ter um relacionamento amoroso com uma pessoa e ao mesmo tempo, um relacionamento sexual ocasional com outra, ou uma amizade colorida!
Conheço quem o faça e se sinta bem com isso, que o sexo com outra pessoa, em nada diminui a paixão intensa que se sente pela outra!
Ou pode-se dedicar a vida inteira a uma só pessoa.
A vantagem da nossa época, é que é menos difícil encontrar-se o que se deseja sem se ser “queimado na fogueira”!
desististe?
buááááá, ó pra eu a chorar…
Não desisti…. estou a recuperar o fôlego
Já agora o que queres dizer com “A vantagem da nossa época, é que é menos difícil encontrar-se o que se deseja sem se ser “queimado na fogueira”!”
A vida queima-te…para quê o medo da fogueira. Que falta de profundidade vocês.
Oi Raquel, desculpa a demora
Quero dizer que muitas mulheres que foram queimadas pela inquisição e rotuladas de bruxas, eram, na verdade, mulheres que tentavam ser independentes e que não queriam as parvoíces que o patriarcado sempre tentou impor.
Num lado mais soft, a nossa sociedade já não impõe com tanta força determinados comportamentos e uma mulher, por exemplo, que tenha sexo pré-marital, já não está “desgraçada” nem destinada (provavelmente) à prostituição.
Olha, uma amiga minha casou virgem, porque foi educada pela mãe e pela a avó com a noção de que uma mulher que não o fosse, nenhum homem “quereria”.
Jinhos
oi Raquel
eu penso q tanto hoje em dia como a 100 anos atras ha e sempre houve de tudo um pouco!!mas como ja alguem disse agora temos a luz acesa essa e a unica diferença,e nao é so isso……………………………………por exemplo falas te do tempo da tua avo q sexo so depois do casamento!!Será??? se calhar sim mas muito provavelmente nao,as coisas eram feitas as escondidas e uma mulher q assumi-se algo desse tipo era logo difamada,por isso elas negaram isso até a morte.´
jinhos
Oi, tá alguém?
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Olá.
Tenho 18 anos e achei mto interessante a abordagem que vcs fizeram dos “one night stand”…
O comentário que posso fazer disso td é que vivemos numa sociedade extremamente consumista e que começa a esquecer valores como o respeito e igualdade que são muito importantes no desenvolvimento social de cada um. Não tenho problema absolutamente nenhum de me expor ou ter vários parceiros só acho que ao fazer isso vou perder, quer queira ou não, valores que considero indispensáveis e interessantes na questão social-afectiva.
Cumprimentos a tds.
Olá Nuno,
Quais valores e porque os perderias?